Na Alemanha, há uns vinte e tal anos atrás, quando
nos sentávamos num café ou restaurante e pediamos uma água, era certo que nos
iriam trazer uma água gaseificada.
Os tempos mudaram e a influencia
exterior contribuiu para o aparecimento de águas engarrafadas sem gás e também
com diferentes intensidades de gaseificação. Muitas marcas apresentam agora a
sua água em 3 diferentes variantes:
“Still” : silenciosa, ou seja, sem gás;
“Sanft” / “Medium” : suave / média, isto
é, com gaseificação moderada;
“Classic” : clássica, o que remete
para um passado não muito distante, quando só se comercialisava a tal água
"borbulhante".
Falando ainda sobre águas, um outro
costume que poderá surpreender o portuga, é o de o empregado servir a água num
copo, como se se tratasse de uma imperial.
E, nos casos em que a água nos é trazida em garrafa, não é imperativo que o empregado abra a garrafa à nossa
frente. Por vezes trazem-nos no tabuleiro a garrafa de água já aberta. Como sabemos, em Portugal, se o empregado não abrir a
garrafa de água à frente do cliente, arrisca-se a ouvir uma reclamação e a ter
de ir buscar uma garrafa por abrir.
E, quem vai aos supermercados comprar água engarrafada, não irá encontrar os garrafões de 5 litros a que o portuga há
muitos anos está habituado. Por aqui, o maior volume de água engarrafada que até
agora encontrei, foi de ... 2 litros.
Na minha opinião, bem podiam aumentar o volume de
água por embalagem, que os clientes não se sentiriam prejudicados e contribuiriam para reduzir
a produção de garrafas de plástico. Mas sem cair nos exageros de algumas marcas
de água portuguesas, que têm vindo a aumentar o volume de água por embalagem e
já apresentam pesados garrafões de 6 e 7 litros. Por este andar, deverá estar para breve o
mega-garrafão de 10 litros, que ... não vai mesmo dar jeito nenhum !



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